Dir.: Sebastián Borensztein
Argentina - 2005

Felipe é ator e ao tentar ajudar um suicida que se dizia "mufa" - um termo que se refere a alguém que carrega um azar que sempre recai sobre os outros, nunca sobre o "mufa" - acaba atraindo o azar do cara para si, e vira alvo da discriminação alheia (a maneira de se defender do "mufa" é impagável).
Guillermo é seu meio irmão, que acaba de perder o emprego e como pagamento recebe uma pilha de tênis vermelhos; além disso, ainda tem que esperar a namorada por mais de uma hora apenas para saber que levaria um fora.
Os dois se encontram no quarto de hospital aonde o pai está internado, aguardando a morte, e que lhes faz um pedido improvável: que os filho lhe consigam cocaína, que ele experimentara na juventude e nunca mais teve a oportunidade de provar.
Os dois até conseguem a droga, mas o azar de Felipe se manifesta e eles acabam sem o negócio. A partir daí, o filme segue a vida dos dois: Felipe às voltas com seu azar e Guillermo decidido a aprender tango, para conquistar uma moça que vira em um bar.
Ótima mistura de drama e comédia que surpreende a todo momento mudando o rumo de sua história, valorizada pela sua dupla de protagonistas em um filme que é o primeiro longa de seu diretor, egresso da TV, e que mais tarde realizaria o badalado "Um Conto Chinês", com Ricardo Darín.
Mais uma bola dentro do recente cinema argentino.
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