Dir.: Rajko Grlic
Croácia / República Tcheca / Eslovênia / Macedônia - 2016
Vjeko é professor e crossdresser, e vive com o pai inválido que o destratava por ser gay, em um bom apartamento em Zagreb, aonde mal se relaciona com os vizinhos.
Uma noite, voltando para casa vestido de mulher, ele é agredido por um grupo e atendido no hospital por Maja, enfermeira, casada com Ante, policial, e que moram todos no mesmo prédio.
Maja então começa a cuidar do pai de Vjeko e lhe pede que ensine a constituição croata para o marido, pois este é sérvio e não poderia estar na força policial croata.
É aí que a onipresente guerra que se seguiu a dissolução da antiga Iugoslávia vem a tona: Vjeko e a família tiveram problemas com os sérvios e é intolerável ter que conviver com um. Por outro lado, Ante não é má pessoa, mas tem tendência a bebida - ele a mulher tem um passado triste, assim como o professor - e tem certas restrições pelo fato do outro ser gay, o que não o impede de se dedicar a prender os agressores do vizinho.
Só que do convívio nasce uma genuína e bonita amizade entre os 3, afinal, pessoas de algum forma discriminadas - Maja por ser croata casada com um sérvio.
Em uma esperteza do roteiro, os que os mantém unidos de certa forma é o pai inválido, única razão de Vjeko se manter vivo, e isso fica bem claro logo de cara.
Belíssimo filme sobre amizade, coragem e respeito, aonde pessoas com histórias de vidas diferentes em certo momento descobrem que tem mais em comum e a oferecer uns aos outros do que imaginavam à primeira vista.
Um filme perfeito, em nenhum momento piegas ou voltado ao dramalhão fácil.

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