Dir.: Matthias Glasner
Alemanha / Noruega - 2012
Maria e Niels se mudaram para uma cidade no extremo norte da Noruega, aonde no inverno a noite tem 24 horas, e no verão é o dia que não termina nunca. A mudança é porque ele conseguiu emprego de engenheiro em uma petrolífera.
Ao voltar do hospital aonde trabalha com pacientes terminais ao fim de um turno que não era o seu, Maria se distrai com as luzes da aurora boreal e atropela alguém ou alguma coisa, que ela não consegue ver.
De volta para casa, ela conta o ocorrido ao marido que vai ao local, mas não encontra ninguém. No dia seguinte a notícia: alguém atropelou uma adolescente de 16 anos, e fugiu, sendo que a garota se arrastou ou caiu no gelo, e por isso Niels não a encontrou.
À partir daí a vida do casal entra em crise, com Maria se atormentando com o sentimento de culpa, ao mesmo tempo que rejeita a idéia de ir a polícia, preocupada com o que poderia acontecer ao seu filho, também adolescente.
A trama ainda ganha ares de suspense pois Niels tem uma amante a quem, desesperado e sob pressão, conta o ocorrido, dando a essa um possível trunfo como pressão para assumir o relacionamento.
Lindas paisagens de uma região congelada quase que permanentemente e uma trama concisa, apesar de longa, que prende o espectador rumo à um final coerente.
Impossível não associar ao argentino "A Mulher Sem Cabeça", de Lucrecia Martel, de trama idêntica, porém com um enfoque maior na questão social, pois aqui são alemães em terra estrangeira, no outro, classe média alta em terra miserável.
Vale assistir e comparar como tramas semelhantes tem finais diferentes e totalmente coerentes com o desenvolvimento da história e as sociedades em que se passam.

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