Dir.: Pablo Larraín
Chile / Alemanha / México - 2010
Às vésperas da queda de Salvador Allende, Mario, funcionário de um necrotério se apaixona por uma dançarina de cabaré, Nancy, que tem parentes envolvidos com política.
Quando a situação se agrava, com os conflitos entre o exército e os simpatizantes do presidente, a casa da família dela é atacada e Nancy desaparece.
Enquanto isso, Mario vê o necrotério aonde trabalha ser ocupado por montes de cadáveres, despejados pelos militares e se angustia, pois entre esses pode estar o de Nancy.
Pablo Larraín volta a se ocupar de temas (inclusive repetindo Alfredo Castro no papel principal) que já abordara em seu filme mais famoso, "Tony Manero": alienação, obstinação (no anterior levada as raias da loucura), obsessão e solidão, tendo por fundo o conturbado momento por que passava o Chile, sempre com a impressão de que suas personagens são donas de seu destino até determinado ponto, pois à partir daí a História atropela suas histórias pessoais e lhes dá oportunidades de mudarem suas vidas.
Larraín repete um certo maneirismo em lidar com a câmera: ela é estática, parece esperar que suas personagens tomem uma atitude, as filma de longe, como se fosse um mero observador do comportamento e do destino de cada um.

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