Dir.: Joshua Marston
Albânia / EUA / Dinamarca / Itália - 2011

Homem mata outro em uma disputa de terras - não fica claro se foi em legítima defesa, proposital ou acidentalmente, mas isso não importa para o desenrolar dos fatos - e, segundo a tradição albanesa, a família do morto pode se vingar, matando um dos filhos do assassino, que se encontra escondido.
Tem início então o drama dos 4 filhos deste: a "kunda", permissão para a vingança, diz que essa não pode ser contra as mulheres da família, nem na casa do assassino; seus filhos então são mantidos trancados em casa, só a menina pode sair pra entregar pão, fonte de renda da família, enquanto Nick, filho mais velho, com 16 anos é obrigado a ficar em casa, enquanto é tentado um acordo, pois nem a prisão é vista como válida .
Entra em cena mais um personagem curioso: uma espécie de mediador, que parece mais interessado em tirar algum de ambos os lados, do que em evitar um derramamento de sangue.
A trama é lenta pois o objetivo é mostrar como pode se tornar absurda a vida de quem só pode sair de casa escondido, além de viver sob a tensão de ser morto a qualquer momento.
Marston, que dirigiu "Maria Cheia de Graça" não é brilhante, mas realizou um filme interessante, principalmente por expor parte da vida em um país que já foi dos mais fechados do mundo quando comunista.
Apesar do título em inglês, é falado em idioma local.
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