Dir.: Lucrecia Martel
Argentina / França / Itália / Espanha - 2008
Veronica, ou Vero, é dentista e ao dirigir por uma estrada de terra em um fim de semana se distrai, e aparentemente, atropela alguém. Ela foge, mas não consegue conviver com o drama do atropelamento: se torna distante, evasiva, apática.
Os eventos sociais - reuniões de família, jantares, e o trabalho se seguem, até o peso da culpa se tornar demais e ela se abrir com o marido. Os dois vão até o local do atropelamento e concluem que teria sido um cachorro; acionam amigos influentes, mas a polícia não tem registros de nenhum acidente.
Só que um corpo aparece para novamente abalar o frágil equilíbrio alcançado.
Quem já viu um filme de Lucrecia Martel sabe o que esperar: ritmo lento; observação de seus personagens em seu dia a dia; diálogos banais com o objetivo de mostrar quem são as pessoas que observamos em sua rotina; e aquela sensação de que alguma coisa vai acontecer em algum momento da história, mas sempre sem sobressaltos ou viradas bruscas.
O objetivo aqui é mostrar a culpa como personagem principal, além de uma sutil demonstração de como certos problemas são resolvidos por quem está no andar de cima de sociedades marcadas por grandes diferenças sociais.
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