sábado, 30 de junho de 2012

.:A MORTE DO SENHOR LAZARESCU:.

MOARTEA DOMNULUI LAZARESCU
Dir.: Cristi Puiu
Romênia - 2005
O senhor Lazarescu do título é um viúvo de 62 anos, que vive sozinho com 3 gatos, tem uma filha vivendo no Canadá e é chegado numa birita.
Depois de 4 dias passando mal com vômitos e dor de cabeça e na barriga, ele pede que uma ambulância vá atendê-lo em casa mas, devido a demora, acaba sendo medicado pelos vizinhos, que acreditam que seus problemas decorrem parte de uma úlcera, parte do álcool.
Depois de muito esperar, a ambulância finalmente chega (os vizinhos achavam que nem chegaria, por ser sábado) e, além disso, um acidente de ônibus lotou os hospitais públicos.
Depois de cair no banheiro ele é levado para um hospital, aonde é pessimamente atendido por um médico extremamente mal educado, que destrata ele e a enfermeira da ambulância, Mioara. Quando o paciente lhe diz que sua cabeça dói, o médico lhe diz que é porque ele tem dor de cabeça, por exemplo, além de reclamar que está cheio de tipos como ele, que bebem.
Paciente, enfermeira e o motorista da ambulância partem para outro hospital, aonde um médico afirma que Lazarescu tem um hematoma na cabeça, que precisaria ser operado, mas para isso precisam de uma tomografia da barriga e da cabeça. Tomografia essa que é feita graças à um jeitinho dado pelo médico, e é feita em tom de deboche. Como o hospital está lotado, não há possibilidade da cirurgia ser feita lá.
O Calvário segue, e os 3 chegam a um terceiro hospital aonde Lazarescu e enfermeira são novamente destratados: a enfermeira afirma que o velho precisa de uma operação, mas o médico lhe diz que ele é quem decide isso, além de estar mais preocupado em conseguir um carregador para seu celular. Quando decidem operá-lo novo problema: com o estado agravado o doente não consegue entender que teria que assinar uma autorização de operação. Resultado: o médico aconselha Mioara a dar uma volta com o paciente na ambulância, até que ele entre em coma e não precise assinar a autorização.
Decidida, Mioara segue para um quarto hospital, aonde médicos visivelmente desinteressados (e talvez cansados pela noite de trabalho pesado em função do acidente) finalmente resolvem operar o doente, a essa altura praticamente inconsciente, mas não sem antes criticar o hospital anterior.
Familiar né?
O filme é rodado em tom bem documental, com uma câmera de mão que treme e acompanha os personagens, o que faz com que o espectador pareça participar de todo o drama do coitado do título.
Mioara é um caso a parte: apesar de não ter qualquer relação com o doente acaba sendo a pessoa mais interessada em ajudá-lo, enfrentando e ouvindo desaforo de médicos arrogantes, mal educados e totalmente indiferentes ao drama ao seu rodor.
Um soco no estômago.

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