Dir.: John Duigan
EUA - 1997

Devon tem 10 anos e vive em um condomínio que tem o sugestivo nome de "Jardins de Camelot". Sua família se julga perfeita: o pai sonha em ser bem visto pela sociedade (mas nem imagina que a mulher "costura pra fora"), enquanto a mãe (a cult Kathleen Quinlan) passa o tempo livre fazendo jardinagem (com luvas que combinam com o vestido).
Trent é o exemplo do que o americano chama de perdedor: pouco estudo, mora num trailler caindo aos pedaços e vive de subemprego, além de ser mal visto pelos moradores do condomínio e ser constantemente humilhado por dois projetos de pitboys (um deles nutre paixão platônica por ele).
As vidas de Trent e Devon se cruzam por acaso; e o rapaz, de início arredio, e a menina, inteligente, de grande imaginação e que carrega o drama de uma válvula no coração, desenvolvem uma inusitada amizade. Eles se encontram as escondidas (não há a menor conotação sexual nesses encontros), mas um fato infeliz vai determinar uma mudança de rumos na amizade da dupla.
Um filme incomum, independente, com ótimas atuações da dupla principal, mas infelizmente deconhecido do grande público (é cult nos EUA). É parente direto de "Beleza Americana", na sua tentativa de mostrar a vida de fantasia da classe média americana, completamente alienada e desconfiada do que existe fora de seus muros.
O tipo de filme que merecia um público maior, mesmo que fosse apenas pra admirar o trabalho e a sintonia da dupla principal e a bela fotografia.
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