quarta-feira, 23 de novembro de 2011

.:QUE TÁN LEJOS:.

QUE TÁN LEJOS
Dir.: Tania Hermida
Equador - 2006
Esperanza, turista espanhola passeando pelo Equador, pega um ônibus rumo à Cuenca. Ela conhece Tereza, que se apresenta como Tristeza, que também está indo à Cuenca para encontrar o namorado, que vai se casar com outra.
No meio do caminho uma greve interdita a estrada, e as duas resolvem seguir viagem de carona, ou a pé, ou de qualquer maneira que possam chegar a seu destino.
No caminho vão conhecer Jesus, que leva as cinzas da avó também para Cuenca e, depois, Andrés, que vai ao casamento de um amigo na mesma cidade.
Os 4 acabam ficando amigos, mas acabam por seguir seus caminhos durante a viagem.
Belo e simpático road movie equatoriano, premiado no 2º Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo
Um filme simples, de bem interpretado, com bons diálogos e que se assiste com prazer.

domingo, 20 de novembro de 2011

.:A RAINHA DA ERA DO BRONZE:.

WARRIOR QUEEN
Dir.: Bill Anderson
Inglaterra - 2003
O filme narra a história de Boudica, que no século I liderou seu povo numa guerra contra os romanos.
Boudica era casada com Prasutagus, o rei dos icenos, que aceita um acordo com os romanos mais por estar cansado de guerras do que por termer o Império Romano, claramente mais forte. O Imperador é Tibério, que tenta manter a aliança na base do tato, mas quando ele e Prasutagus morrem e Nero assume, a aliança é quebrada.
Quando Boudica vai aos romanos protestar contra a escravização de seu povo ela é açoitada, e ainda tem que ver as duas filhas serem estupradas. A partir daí ela consegue unir outros clãs rivais ao seu e enfrenta o inimigo comum, conseguindo algumas vitórias, até a derrocada frente à um rival muito mais poderoso.
A produção é razoável, embora o palácio romano seja claramente um cenário teatral. Mas a trama flui bem, mostra um povo valente (que mandava suas crianças à guerra) e traz a tona a história de uma personagem bretã que é importante na história da formação inglesa, sendo até agraciada com uma estátua de bronze em Londres.
Ainda tem umas passagem meio sobrenatural, quando uma espada sai da água (Excalibur?), mas não é nada que comprometa.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

.:THE WILD HUNT:.

THE WILD HUNT
Dir.: Alexandre Franchi
Canadá - 2009
Erik tomou um pé na bunda da namorada e, inconformado com o chute, decide correr atrás da moça. O problema é que ela e mais o irmão dele participam de um grupo que pratica um jogo do tipo RPG, Dungeons & Dragons e outros, aonde cada um encarna um personagem, misturando elfos, vikings, celtas, etc...
Evelyn, a namorada, no momento está "sequestrada" por Murtagh, um xamã no jogo e que vive em um acampamento (o jogo inclui uma cidade e um barco cenográficos, acampamentos, espadas de borracha, etc) e Erik vai até lá implorar o amor da amada.
Ela vai com ele, mas sua atitude acaba provocando uma bagunça no coreto, pois o dia seguinte teria uma batalha importante dentro da realidade virtual do grupo.
Inconformados com a mudança no roteiro, e encarnando seus personagens, os infanto-debilóides acabam provocando uma batalha real que termina em morte, algumas brutais..
Um filme amalucado que pelo poster aparenta sem um filme de horror, mas não é nada disso: é uma doidíssima produção canadense que se acaba assistindo com gosto graças a boa direção, figurinos, música e ritmo.

domingo, 13 de novembro de 2011

.:CURA:.

KYUA
Japão - 1997
Dir.: Kiyoshi Kurosawa
Policial (Kôji Yakusho, de "Babel") às voltas com a loucura da própria mulher é encarregado de desvendar uma série de mortes, aonde as vítimas tem o pescoço cortado em forma de X, em geral por pessoas próximas, como maridos ou colegas de trabalho.
As investigações levam a um jovem desmemoriado, que aparentemente hipnotiza suas vítimas e de alguma forma as induz ao crime. Seus motivos são ignorados, e ele apenas responde monossilabicamente as perguntas que lhe são feitas em geral com outras perguntas.
Boas atuações, direção segura de Kurosawa, que não é parente do famoso Akira K., e costuma dirigir até 3 filmes por ano, além da habitual qualidade técnica do cinema japonês, embora algumas passagens dentro de um ônibus sejam claramente feitas em estúdio. Destaque para cenários e algumas sequências longas, sem corte, nos moldes de um teatro filmado.
O filme é centrado no policial e no desmemoriado, um verdadeiro enigma em suas origens e objetivos, que o filme nunca esclarece quem é e termina por lhe insinuar poderes sobrenaturais. Atenção para a última cena.

sábado, 12 de novembro de 2011

.:KATALIN VARGA:.

KATALIN VARGA
Dir.: Peter Strickland
Romênia / Inglaterra - 2009
Quando tem um segredo de seu passado revelado, a Katalin que dá nome ao filme é expulsa pelo marido de casa e da aldeia em que mora, nos cárpatos, sendo obrigada a levar o filho junto.
O destino é a casa da mãe, para aonde ela vai em uma carroça acompanhada do filho e de poucos pertences, mas no caminho ela vai aproveitar pra se vingar dos homens que a estupraram.
Boa combinação de bela fotografia, paisagens, boas atuações e direção segura geram um drama sombrio que caminha rumo a um inevitável final infeliz.

sábado, 5 de novembro de 2011

.:O GUERREIRO GENGHIS KHAN:.

MONGOL
Dir.: Sergey Bodrov
Rússia / Alemanha / Casaquistão - 2007

Filme baseado na vida do líder tribal que unificou as diversas tribos nômades existentes na planície mongol e construiu o maior império já existente sobre a face da Terra, tendo sido talvez a maior ameaça que a China já enfrentou em sua história.
A produção é bem cuidada, mas fica a impressão de que a vida de Gêngis se resume a uma históra de amor entre ele e Borte, e uma história de ódio fraternal entre ele e o irmão de consideração, Jamukha, que o ajuda a fugir de seus captores, se torna aliado e depois inimigo.
São deixados de lado seus esforços para criar uma escrita capaz de registrar leis, sua busca por um líder espiritual e uma religião, além da guerra com os povos que viriam a formar a China.
Filme interessante, com produção bem cuidada e só.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

.:MAREBITO - SERES ESTRANHOS:.

MAREBITO
Dir.: Takashi Shimizu
Japão - 2004

Masuoka (Shinya Tsukamoto, diretor de Haze e Vital) é cameraman e tem duas obsessões: sua câmera e o medo - que tenta a todo custo capturar no rosto das pessoas com a câmera (que carrega para cima e para baixo), e essa parece ser quase uma extensão de seu corpo.
Durante uma filmagem no metrô de Tóquio, ele filma um homem que se suicida de uma forma bizarra, e Masuoka enquasqueta que o suicida se matou devido ao medo ao ter visto algo nos subterrâneos do metrô.
Ele então entra nos túneis do metrô acreditando existir uma raça que habita o interior da Terra, e encontra um mundo estranho, de onde traz uma jovem que encontrara acorrentada em uma caverna.
Sem conseguir alimentá-la, ele por acaso descobre que ela se alimenta de sangue, e obviamente, se encarrega de procurar comida para a moça, com quem mal consegue se comunicar.
Aqui nada é o que parece, e lá pelo meio, com um pouco de atenção, dá pra sacar o que está acontecendo. Digamos que é quase um ensaio sobre a obsessão, e sem querer estragar a surpresa, como alguém consegue criar um mundo ao seu redor e nele viver completamente afastado da realidade.
Shimizu é diretor dos 4 Ju-on's; os 2 japas e mais as 2 refilmagens americanas.
Imperdível.

sábado, 29 de outubro de 2011

.:MIRAGEMAN:.

MIRAGEMAN
Dir.: Ernesto Díaz Espinoza
Chile - 2007

Maco é segurança de uma boite e em uma noite quando estava correndo evita um assalto seguido de estupro (ele usa a máscara de esqui de um dos assaltantes, por isso não é reconhecido). Só que a quase estuprada era uma famosa repórter, e o caso vai parar na TV, como se ele fosse um herói.
Maco decide então encarnar o personagem, principalmente porque percebe que o irmão com problemas psiquiátricos reage bem a notícia do herói, e essa é se torna sua verdadeira motivação para criar seu personagem.
Na primeira missão ele dá uma surra numa gangue, mas um herói que é obrigado a mudar de roupa atrás de uma lixeira acaba se dando mal: suas roupas são roubadas e ele tem que ir pra casa de carona no caminhão de lixo; além de ouvir um comentário depreciativo na TV, de que suas roupas seriam efeminadas e causariam risos na bandidagem.
A partir daí ele elabora um novo uniforme e vira ídolo por combater o crime nas ruas de Santiago.
Produção chilena que fez sucesso uns anos atrás e também deve agradar os fãs de filmes de artes marciais, já que o protagonista usa apenas mãos e pés para derrubar adversários, inclusive com direito a sequência aonde enfrenta diversos inimigos que avançam sobre ele.
Ótima direção e trilha que remete ao filme policial americano da década de 70 garantem o interesse no filme.

domingo, 16 de outubro de 2011

.:1066:.

1066: THE BATTLE FOR MIDDLE EARTH
Dir.: Justin Hardy
Inglaterra - 2009
Drama histórico sobre as 3 batalhas que os ingleses enfrentaram no espaço de menos de 2 meses: 2 contra os Vikings, no Norte e uma contra os Normandos, no sul.
Minissérie inglesa em 2 episódios, em tom meio documental, que narra as 3 batalhas pelo ponto de vista de pessoas comuns, fazendeiros sem treinamento militar, recrutados as pressas para enfrentar adversários brutais, implacáveis, bem armados e melhor treinados.
Produção bacana, com boa fotografia, atuações, narração de Ian Holm e que se vale de fatos registrados em narrativas Vikings e inglesas, além de uma roupa bordada para o rei normando, aonde foram gravadas cenas da batalha entre os povos.
Uma boa pedida.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

.:SERBIS:.

SERBIS
Dir.: Brillante Mendoza
Filipinas / França - 2008

Família de filipinos vive e trabalha em um cinema, o "Cine Família", que apesar do nome exibe apenas filmes pornôs.
O filme mostra o dia a dia deles, como namorada do filho grávida, mulher em briga judicial com o ex-marido, etc.
O detalhe é que o lugar é um ponto de encontro de gays em busca de sexo, que eles fazem ali mesmo, com completa indiferença dos donos do lugar. E apesar de uma placa alertar que é proibido vadiagem, o que mais se vê é gente à toa pelas escadas do Cine Família.
A grande estrela do filme na verdade é o próprio cinema, um pardieiro decadente, sujo, com banheiros alagados e paredes pichadas, que é descortinado em longos passeios de câmera por suas salas e corredores. O espectador é uma espécie de voyeur que vê a rotina da família pelos olhos da câmera de mão de Mendoza.
O diretor também usa som ambiente, o que faz com que o movimento na rua seja outro personagem que interage com os de carne e osso.
Para se ter uma idéia do caos que impera no lugar, em uma cena um bode invade a sala de cinema, o que obriga que as luzes sejam acesas, atrapalhando os casais que transam no lugar e é o único momento em que a matriarca, dona do cinema, comenta que tem muita coisa errada no local.
Aclamado filme filipino que tem cenas de sexo oral explícito (desnecessária, diga-se de passagem), premiado em diversos festivais mundo a fora.

sábado, 24 de setembro de 2011

.:PONTYPOOL:.

PONTYPOOL
Dir.: Bruce McDonald
Canadá - 2008
Locutor de rádio sensacionalista, e com um pézinho no facismo, está estreando em uma rádio quando, ouvindo o rádio da polícia, ele e a produtora da estação descobrem que uma multidão tenta invadir um prédio. Logo a coisa ganha dimensão, e eles passam a contar com o único repórter da rádio, que próximo ao local narra o que vê: pessoas enlouquecidas se atacando, matando e devorando umas as outras.
A tensão na cidade aumenta, sempre narrada pelo tal locutor, que assim como os espectadores do filme, nada sabem sobre o que se passa, até que uma mensagem em francês apresenta uma explicação: a população está sendo contaminada pela palavra. Isso mesmo, uma espécie de vírus que se alastra não pelo ar, mas pela palavra proferida, e só o inglês carrega tal vírus. Trancados no estúdio, aos dois, mais uma funcionária da rádio, só resta narrar as informações que chegam do repórter e de alguns moradores, até que toda a cidade surte.
Bizarro filme canadense, baseado em um livro, que estimula o espectador a imaginar o que está acontecendo, pois todo o filme se passa no estúdio da rádio e, fora uma rápida cena, os contaminados não são vistos.
A impressão que se tem é de uma outra visão para "O Dia dos Mortos Vivos", "Extermínio", "O Exército do Extermínio" e "O Sinal", pois o que se tem aqui é praticamente o mesmo que se conta nesses filmes, com um ponto de vista diferente: se os dois primeiros mostravam a "invasão" e a tentativa de fuga dos sobreviventes; "O Exército..." mostrava a tentativa de ação do governo para controlar a "infecção" e "O Sinal" focava no processo de loucura da população, esse mostra a visão de quem está fora, isolado, e apenas toma ciência dos fatos, sem vê-los ou participar diretamente da ação.
Os canadenses devem ter fixação com o dia dos namorados, pois assim como "O Dia dos Namorados Macabro", esse também se passa próximo da data.
Um filme barato e inteligente, que mostra na forma de parábola a força da palavra como instrumento capaz de levar os homens a atos de coragem ou de loucura. Dizem que vem mais por aí.

.:VAGALUMES:.

LUCIÉRNAGAS Dir.: Bani Khoshnoudi México / EUA / Grécia / República Dominicana - 2018 Ramin, ou Aladin, como é chamado por colegas de...