domingo, 28 de abril de 2013

.:ALMOÇO FRIO:.

LONSJ
Dir.: Eva Sørhaug
Noruega - 2008
Drama coral que mistura os destinos de um corretor de imóveis egoísta que trata a mulher como um estorvo; uma coitada que após a morte do pai fica sem eira nem beira e incapaz até mesmo de comprar um sanduíche na loja da esquina; um homem às voltas com a mulher deficiente; e outro sem dinheiro para pagar o aluguel e sem achar um lugar aonde se encostar, tendo quase que implorar por abrigo.
É aquilo: as vidas se cruzam e ora seguem juntas ou não.
A fotografia é totalmente clean, o que contrasta com a melancolia, o vazio e a falta de rumo de alguns dos personagens. Um filme interessante aonde a diretora parece jogá-los no fundo do poço, para depois lhes dar uma nova chance frente à vida. O estilo lembra um pouco o de Lucrecia Martel, em "O Pântano" e "A Menina Santa", mas que não diz muito a que veio.

domingo, 14 de abril de 2013

.:O INSACIÁVEL:.

LEVOTTOMAT
Dir.: Aku Louhimies
Finlândia - 2000
Ari é médico, faz sucesso com as mulheres e não hesita em levar qualquer uma para a cama, não importa a idade, sempre ficando claro que seria sexo sem compromisso, o que lhe causa certo incômodo e sensação de vazio.
Até ele conhecer Tiina, com quem ele acaba se envolvendo à sério, depois que ela o flagra com outra. Tiina o apresenta à seu grupo de amigos e Ari acaba se envolvendo com Ilona, prestes a se casar Stig, e depois ainda transa com Hanna-Riikka, afim de justificar o título do filme.
Drama altamente erótico que tenta mostrar como as pessoas se relacionam com o sexo e a traição, e como relações de amizade não parecem ser mais fortes do que o prazer de uma transa ocasional com o(a) amigo(a) do(a) parceiro(a). O filme parece tentar mostrar como atual geração perdeu os rumos de suas vidas, vivendo apenas para o prazer fácil, sem maiores objetivos como mudar o mundo, lutar por justiça social, etc. Ou seja das bandeiras das gerações passadas, sobrou apenas a liberação sexual, usada da maneira mais simplista, embora que pareça ser muito liberal nem sempre o seja...
O diretor é responsável pelo interessantíssimo "Paha Maa".

domingo, 7 de abril de 2013

.:VIVENDO:.

ZHIT
Dir.: Vasili Sigarev
Rússia - 2012
Drama russo que narra três histórias envolvendo vida e morte, mas que não se cruzam: moça perde o marido de forma violenta logo depois do casamento; mulher perdeu a guarda das filhas gêmeas por causa da bebida e aguarda, ansiosa, a visita das meninas; e menino tem que lidar com a ausência do pai enquanto convive com a mãe, uma mulher intransigente e visivelmente despreparada para a maternidade.

Um filme razoável, com boas atuações - tem uma cena comovente passada em um cemitério - e filmado em estilo meio cru. A história da mãe alcoólatra é a melhor, tanto em desenvolvimento quanto em desfecho, enquanto a do menino é confusa e parece meio deslocada.

.:VAGALUMES:.

LUCIÉRNAGAS Dir.: Bani Khoshnoudi México / EUA / Grécia / República Dominicana - 2018 Ramin, ou Aladin, como é chamado por colegas de...