sábado, 24 de setembro de 2011

.:PONTYPOOL:.

PONTYPOOL
Dir.: Bruce McDonald
Canadá - 2008
Locutor de rádio sensacionalista, e com um pézinho no facismo, está estreando em uma rádio quando, ouvindo o rádio da polícia, ele e a produtora da estação descobrem que uma multidão tenta invadir um prédio. Logo a coisa ganha dimensão, e eles passam a contar com o único repórter da rádio, que próximo ao local narra o que vê: pessoas enlouquecidas se atacando, matando e devorando umas as outras.
A tensão na cidade aumenta, sempre narrada pelo tal locutor, que assim como os espectadores do filme, nada sabem sobre o que se passa, até que uma mensagem em francês apresenta uma explicação: a população está sendo contaminada pela palavra. Isso mesmo, uma espécie de vírus que se alastra não pelo ar, mas pela palavra proferida, e só o inglês carrega tal vírus. Trancados no estúdio, aos dois, mais uma funcionária da rádio, só resta narrar as informações que chegam do repórter e de alguns moradores, até que toda a cidade surte.
Bizarro filme canadense, baseado em um livro, que estimula o espectador a imaginar o que está acontecendo, pois todo o filme se passa no estúdio da rádio e, fora uma rápida cena, os contaminados não são vistos.
A impressão que se tem é de uma outra visão para "O Dia dos Mortos Vivos", "Extermínio", "O Exército do Extermínio" e "O Sinal", pois o que se tem aqui é praticamente o mesmo que se conta nesses filmes, com um ponto de vista diferente: se os dois primeiros mostravam a "invasão" e a tentativa de fuga dos sobreviventes; "O Exército..." mostrava a tentativa de ação do governo para controlar a "infecção" e "O Sinal" focava no processo de loucura da população, esse mostra a visão de quem está fora, isolado, e apenas toma ciência dos fatos, sem vê-los ou participar diretamente da ação.
Os canadenses devem ter fixação com o dia dos namorados, pois assim como "O Dia dos Namorados Macabro", esse também se passa próximo da data.
Um filme barato e inteligente, que mostra na forma de parábola a força da palavra como instrumento capaz de levar os homens a atos de coragem ou de loucura. Dizem que vem mais por aí.

domingo, 18 de setembro de 2011

.:A MASSAI BRANCA:.

DIE WEISSE MASSAI
Dir.: Hermine Huntgeburth
Alemanha - 2005

Baseado em fatos reais, conta a história de Carola, uma suíça que em viagem pelo Quênia se apaixona a primeira vista por Lemalian, um massai. Ela despacha o namorado e segue rumo a aldeia aonde o cara vive decidida a ficar com ele.
O lugar é quase primitivo e as mulheres são submetidas à mutilação sexual, para que não sintam prazer e, consequentemente, não traiam seus maridos.
Mesmo com as gritantes diferenças entre eles, em uma cultura aonde a mulher é elemento de segunda classe, a coisa vai aos trancos e barrancos; ela engravida e decide montar uma loja, que não vai bem, pois Lemalian tem o hábito de não cobrar dos parentes.
Quando os ciúmes dele se tornam insuportáveis, chega a hora de Carola decidir se quer continuar vivendo aquela vida.
É bem feitinho, mas fica a pergunta: a quem isso interessa?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

.:A FLORESTA DAS ARANHAS:.

GEOMI SUP
Dir.: Il-gon Song
Coréia do Sul - 2004
Kang Min, um produtor de documentários, encontra a namorada morta ao lado do amante, em uma casa isolada em uma floresta. Perseguido pelo assassino, ele foge e é atropelado. Confuso e com lapsos de memória, ele relembra sua história para o amigo e policial Choi, encarregado de descobrir o que aconteceu.
Dos fragmentos de memória de Kang vem a tona uma triste história de amor e outra de traição, além de fatos do passado e outros imaginários, que se misturam com os reais.
A trama é meio confusa e tem alguma dose de violência, como é típico do cinema coreano. Logo de cara dá pra sacar que foi responsável pelos assassinatos do começo do filme, mas a boa produção e atuações mantém o interesse no filme, apesar de um tanto longo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

.:A SERPENTE DE JUNHO:.

ROKUGATSU NO HEBI
Dir.: Shinya Tsukamoto
Japão - 2002
Rinko apresenta um programa de rádio, daqueles aonde ouvintes contam seus dramas, e de repente recebe fotos aonde aparece se masturbando. Ela então passa a ser chantageada por um homem que a obriga a se masturbar em locais públicos, em troca de suas fotos. Casada com um homem meio neurótico com arrumação e ordem, Rinko passa então por um estranho processo de libertação sexual.
Tsukamoto é diretor de Tetsuo, um clássico do cinema bizarro, e aqui não nega as origens. Seus personagens são estranhos, e tem uma sequência com atores usando máscaras esquisitas que não tem qualquer explicação dentro da trama.

.:VAGALUMES:.

LUCIÉRNAGAS Dir.: Bani Khoshnoudi México / EUA / Grécia / República Dominicana - 2018 Ramin, ou Aladin, como é chamado por colegas de...